quarta-feira, 21 de novembro de 2012
sexta-feira, 16 de novembro de 2012
AÇÕES DE CONVIVÊNCIA COM A SECA-5 (SEGURANÇA E SOBERANIA ALIMENTAR E NUTRICIONAL-B): AS SEMENTES CRIOULAS
As
sementes crioulas, também chamadas da paixão ou da esperança, sempre estiveram com os(as) agricultores(as). Sendo selecionadas e cultivadas
ano após ano pelas famílias elas atendem às nossas necessidades e estão
adaptadas às condições da nossa região e aos nossos sistemas de produção. E
tudo isso sem precisar dos venenos e nem dos adubos químicos.
Além
disso, as sementes crioulas não são todas iguais como as sementes das empresas produtoras de sementes.
Numa mesma variedade crioula, tem uma grande variação entre as sementes, e é
isso o que dá mais resistência às pragas e doenças. Veja o tempo, por exemplo,
que está cada vez mais incerto: tem hora que faz verão no inverno, vem geada na
primavera, frio de puxar as blusas já perto do verão... E as secas então! A
semente crioula é que nem a gente: ano a ano ela aprende a viver no lugar! Como
tem muita variação na semente crioula, dificilmente o agricultor perde tudo:
umas plantas resistem menos, outras resistem mais... e o investimento é muito
baixo. O resultado final é que o balanço é positivo.
Pela
nova Lei de Sementes e Mudas brasileira, ninguém pode proibir um(a) agricultor familiar de
produzir e vender suas sementes locais para outros agricultores familiares,
inclusive nas feiras.
Além
disso, não existe mais nenhum impedimento para as prefeituras e os governos
usarem sementes locais nos seus programas de distribuição ou troca-troca de
sementes.
As sementes crioulas são
aquelas melhoradas e conservadas pelas famílias agricultoras ao longo de
séculos, adaptadas às suas condições de solo e clima, às suas práticas de
manejo e preferências culturais. Historicamente, as comunidades agrícolas têm
sido responsáveis pela conservação de uma riquíssima diversidade de espécies e
variedades, adaptadas aos mais diferentes usos e necessidades. Essa diversidade
faz parte da estratégia produtiva desses agricultores: elas fornecem
alternativas de alimentos, forragem, fibras e remédios ao longo do ano, entre
outras vantagens, enriquecendo a dieta e diversificando as possibilidades de
obtenção de renda.
Essa riqueza também está relacionada aos diferentes usos (alimentação, forragem, comércio, preparação de comidas típicas etc.) e características de interesse (duração do ciclo, resistência à seca ou à umidade excessiva etc.). Assim como a diversidade de espécies, a diversidade genética dentro de uma mesma espécie é de enorme importância para diminuir a vulnerabilidade dos agricultores: se numa lavoura existirem diversas variedades de feijão, por exemplo, dificilmente uma doença, praga ou extremo climático dizimará todas elas.
Essa riqueza também está relacionada aos diferentes usos (alimentação, forragem, comércio, preparação de comidas típicas etc.) e características de interesse (duração do ciclo, resistência à seca ou à umidade excessiva etc.). Assim como a diversidade de espécies, a diversidade genética dentro de uma mesma espécie é de enorme importância para diminuir a vulnerabilidade dos agricultores: se numa lavoura existirem diversas variedades de feijão, por exemplo, dificilmente uma doença, praga ou extremo climático dizimará todas elas.
A
biotecnologia proporcionou muitos avanços na área do melhoramento, mas teve um
efeito negativo em relação à continuidade das espécies ou raças, e, ao negar a
prática acima mencionada, criou-se alguns sérios problemas:
Redução
drástica na base alimentar dos povos: existem mais de 10.000
espécies de plantas comestíveis – os povos primitivos se alimentavam de 1.500 a
3.000 espécies – a agricultura antiga produzia com base em mais de 500 espécies
– a agricultura industrial restringiu a base da nossa alimentação a 9 (nove)
espécies, que são aquelas que dão mais lucro ao mercado. O trigo, arroz, milho
e soja representam 85% do consumo de grãos no mundo;
Crescente
deficiência nutricional na alimentação humana:
isso é conseqüência direta da redução de diversidade alimentar e também porque
essas espécies oferecidas pelo mercado são pobres em muitos minerais e
proteínas;
Redução
da biodiversidade: muitas espécies e variedades já se perderam e
as monoculturas vão tomando conta do campo. Há também uma perda da diversidade
genética e as plantas vão se tornando cada vez mais susceptíveis a pragas e
doenças. A perda da diversidade desequilibra os sistemas – tanto os sistemas
naturais como os cultivados;
Crescente
dependência de grandes corporações empresariais:
Algumas poucas empresas querem dominar a produção e distribuição de alimentos
no mundo. Estamos cada vez mais dependentes dessas empresas para nos
alimentarmos e, portanto sujeitos às suas decisões quanto ao que devemos comer
e quanto devemos pagar por isso. A ofensiva dos transgênicos é parte dessa
estratégia de controle e dominação.
As
sementes não podem ser privatizadas ou contaminadas com genes estranhos à
espécie, como acontece nos transgênicos, e nem tornar-se objeto de dominação
dos povos por parte de corporações empresariais.
As
sementes são patrimônio da humanidade, pois são um legado de nossos
antepassados. Tão importantes para a existência humana que são constantemente
celebradas e consagradas.
Uma
grande quantidade de espécies que usamos na nossa alimentação é nativa das
Américas e foram deixadas pelos indígenas (Astecas, Maias, Incas e outros) como,
por exemplo, milho, batata, mandioca, feijão, algodão tomate, pimenta,
amendoim, cacau, abóbora e outros. Outras foram trazidas de outros continentes,
como o trigo e o arroz, mas já por centenas de anos são conservadas e
melhoradas pelas famílias agricultoras. Essas sementes que são conservadas e
melhoradas pelas famílias de agricultores são chamadas de sementes crioulas.
A
disponibilidade e continuidade dessas sementes são virtude e missão da
agricultura familiar/camponesa e não depende de nenhuma empresa ou país e, são
fundamentais para a garantia de segurança e soberania alimentar dos povos. As
sementes crioulas são adaptadas aos ambientes locais, portanto mais
resistentes, e menos dependentes de insumos. São também a garantia da
diversidade alimentar e contribuem com a biodiversidade dentro dos sistemas de
produção. A biodiversidade é a base para a sustentabilidade dos ecossistemas
(sistemas naturais) e também dos agroecossistemas (sistemas cultivados).
O
futuro da segurança e soberania alimentar e nutricional de uma nação pertence àqueles que
conservam e multiplicam as sementes crioulas.
Fonte: Dodesign-s/ANA
quarta-feira, 31 de outubro de 2012
AS SEIS CORRENTES DA AGRICULTURA DE BASE ECOLÓGICA
1) Agricultura
Biodinâmica (ABD): Pesquisada e sistematizada pelo filósofo Rudolf Stainer,
conforme pode ser constatado nas bibliografias “Agricultura sustentável:
origens e perspectivas de um novo paradigma. 2 ed. Guaíba: Livraria e Editora
Agropecuária, 1999, de Eduardo Ehlers” e “Diferentes abordagens da agricultura
não-convencional: história e filosofia. In: Agroecologia: princípios e práticas
para uma agricultura orgânica sustentável. Brasília, DF, EMBRRAPA, 2005, de Eli
Lino de Jesus”. Esta corrente considera a idéia de que a propriedade agrícola
deve ser entendida como um organismo;
2) Agricultura
Orgânica (AO): Descoberta e sistematizada no Ocidente a partir das
pesquisas realizadas por Sir Alber Howard na Índia durante três décadas, dados
estes sistematizados e publicados entre 1925 e 1930 com o título “Manufacture
of humus by indore proecss” e, mais tarde, em 1940, no seu livro ‘‘An Agricultural Testament”. Esta corrente e
suas práticas estão baseadas em adubações preparadas com excrementos de
animais, restos de culturas, cinzas e ervas daninhas (composto);
3) Agricultura
Biológica (AB): Idealizada e propagada por Claude Aubert em seu livro
“Agricultura orgânica. In: Agricultura Alternativa: homem natureza namorando a
terra. Rio de Janeiro: FAEAB/AERJ. Anais do II Encontro Brasileiro de
Agricultura Alternativa. 1985” .
Esta corrente preconiza que a saúde das plantas e dos alimentos, ocorre através
da preservação da saúde dos solos, baseando-se no tripé: manejo dos solos,
fertilização e a rotação de culturas;
4) Agricultura
Natural (NA): Surgiu no Japão, na década de 1930, com o filósofo japonês
Mokiti Okada, conforme indica a bibliografia “Agricultura sustentável: origens
e perspectivas de um novo paradigma. 2 ed. Guaíba: Livraria e Editora
Agropecuária, 1999, de Eduardo Ehlers”. Este método se baseia na rotação de
culturas, adubos verdes, emprego de compostos e uso de cobertura morta (restos
vegetais) sobre o solo;
5) Permacultura: Desenvolvida na
Austrália por Bill Mollisson, conforme as bibliografias de VIVAN, J.
Agricultura e florestas–princípios de uma integração vital. São Paulo: Livraria
e Editora Agropecuária, 1998. 207 p. e de HANZI, M.; FREITAS, L. Permacultura: o
sítio abundante, co–criando com a
natureza. Edição da Autora, 1999, 48 p. Este sistema busca a integração entre a
propriedade agrícola, e o ecossistema, com um modelo de sucessão de cultivos na
intenção de maximizar a produção, conservando os recursos naturais,
desenvolvendo a ideia de criação de agroecossistemas sustentáveis, através da
simulação de ecossistemas naturais.
6) Agricultura
Regenerativa (AR): Idealizada por Robert Rodale que estudou os processos de
regeneração dos sistemas agrícola ao longo do tempo, e, sua proposta visa à
regeneração e a manutenção não apenas das culturas, mas de todo. Inicialmente
suas idéias foram publicadas em 1995 por J. N Pretty que lançou o livro
“Regenerrating Agriculture”, podendo este fato também ser constatado na
bibliografia “Agricultura sustentável: origens e perspectivas de um novo
paradigma. 2 ed. Guaíba: Livraria e Editora Agropecuária, 1999, de Eduardo
Ehlers”.
domingo, 28 de outubro de 2012
PESQUISADORES ANUNCIAM A "EXTINÇÃO INEXORÁVEL" DO RIO SÃO FRANCISCO...
Por Cláudio
Motta
RIO - É
equivalente a dar oito voltas na Terra - ou a andar 344 mil quilômetros - a
distância percorrida por pesquisadores durante 212 expedições ao longo e no
entorno do Rio São Francisco, entre julho de 2008 e abril de 2012. O trabalho
mapeia a flora do entorno do Velho Chico enquanto ocorrem as obras de
transposição de suas águas, que deverão trazer profundas mudanças na paisagem.
Mais do que fazer relatórios exigidos pelos órgãos ambientais que licenciam a
obra, o professor José Alves Siqueira, da Universidade Federal do Vale do São
Francisco (Univasf), em Petrolina, Pernambuco, reuniu cem especialistas e
publicou o livro "Flora das caatingas do Rio São Francisco: história
natural e conservação" (Andrea Jakobsson Estúdio). A obra foi lançada em
Recife este mês.
Em 556 páginas
e quase três quilos de textos, mapas e muitas fotos, a publicação é o mais
completo retrato da Caatinga, único bioma exclusivo do Brasil e extremamente
ameaçado. O título do primeiro dos 13 capítulos, assinado por Siqueira, é um
alerta: "A extinção inexorável do Rio São Francisco".
- Mostro os elementos de fauna e da flora que já foram perdidos. É como uma bicicleta sem corrente, como anda? E se ela estiver sem pneu? E se na roda estiver faltando um raio, e quando a quantidade de raios perdidos é tão grande que inviabiliza a bicicleta? Não sobrou nada no Rio São Francisco. Sinceramente, não sei o que vai acontecer comigo depois do livro, mas precisava dizer isso - desabafa o professor da Univasf. - Queremos que o livro sirva como um marco teórico para as próximas décadas. Vou provar daqui a dez anos o que está acontecendo.
- Mostro os elementos de fauna e da flora que já foram perdidos. É como uma bicicleta sem corrente, como anda? E se ela estiver sem pneu? E se na roda estiver faltando um raio, e quando a quantidade de raios perdidos é tão grande que inviabiliza a bicicleta? Não sobrou nada no Rio São Francisco. Sinceramente, não sei o que vai acontecer comigo depois do livro, mas precisava dizer isso - desabafa o professor da Univasf. - Queremos que o livro sirva como um marco teórico para as próximas décadas. Vou provar daqui a dez anos o que está acontecendo.
Ao registrar o
estado atual do Rio São Francisco, o pesquisador estabelece pontos de
comparação para uma nova pesquisa, a ser feita no futuro, medindo os impactos
dos usos do rio. Além do desvio das águas, há intenso uso para o abastecimento
humano, agricultura, criação de animais, recreação, indústrias e muitos outros.
Desaguam no Velho Chico milhares de litros de esgoto sem qualquer tratamento.
Barramentos - sendo pelo menos cinco de grande porte em Três Marias,
Sobradinho, Itaparica, Paulo Afonso e Xingó - criam reservatórios para usinas
hidrelétricas. Elas produzem 15% da energia brasileira, mas têm grande impacto.
Alteraram o fluxo de peixes do rio e a qualidade das águas, acabaram com lagoas
temporárias e deixaram debaixo d'água cidades ou povoados inteiros, como
Remanso, Casa Nova, Sento Sé, Pilão Arcado e Sobradinho.
Com o fim da
piracema, uma vez que os peixes não conseguiam mais subir o rio para se
reproduzir, o declínio do número de cardumes e da variedade de espécies foi
intenso. Entre as mais afetadas, as chamadas espécies migradoras, entre elas
curimatá-pacu, curimatá-pioa, dourado, matrinxã, piau-verdadeiro, pirá e
surubim.
Não foram as
barragens as únicas culpadas pelo esgotamento de estoques pesqueiros do Velho
Chico. Programas de incentivo da pesca, que não levaram em consideração a
capacidade de recuperação dos cardumes, aceleraram a derrocada da atividade.
Espécies exóticas, introduzidas no rio com o objetivo de aumentar sua
produtividade, entre elas o bagre-africano, a carpa e o tucunaré, se tornaram
verdadeiras pragas, sem oferecer lucro aos pescadores.
A região do São Francisco, que já foi considerado um dos rios mais abundantes em relação a pescado no país, precisa lidar com a importação em larga escala de peixes, sobretudo os amazônicos, para suprir o que não consegue mais fornecer. Uma das espécies mais comercializadas na Praça do Peixe, a 700 metros do rio, é o cachara (surubim) do Maranhão ou do Pará. Nos restaurantes instalados nas margens do Rio São Francisco, o cardápio oferece tilápias cultivadas ou tambaquis importados da Argentina.
A mudança provocada pelo homem tanto nas águas do Velho Chico quanto na vegetação que o circunda foi drástica e rápida. Tendo como base documentos históricos disponíveis, entre eles ilustrações de expedições de naturalistas importantes, como as do alemão Carl Friedrich Philipp von Martius, é possível ver a exuberância do passado. Um desenho feito há 195 anos mostra os especialistas da época deslumbrados com árvores de grande porte, lagoas temporárias, pássaros em abundância. Ou seja, uma enorme biodiversidade, que hoje não existe mais.
A região do São Francisco, que já foi considerado um dos rios mais abundantes em relação a pescado no país, precisa lidar com a importação em larga escala de peixes, sobretudo os amazônicos, para suprir o que não consegue mais fornecer. Uma das espécies mais comercializadas na Praça do Peixe, a 700 metros do rio, é o cachara (surubim) do Maranhão ou do Pará. Nos restaurantes instalados nas margens do Rio São Francisco, o cardápio oferece tilápias cultivadas ou tambaquis importados da Argentina.
A mudança provocada pelo homem tanto nas águas do Velho Chico quanto na vegetação que o circunda foi drástica e rápida. Tendo como base documentos históricos disponíveis, entre eles ilustrações de expedições de naturalistas importantes, como as do alemão Carl Friedrich Philipp von Martius, é possível ver a exuberância do passado. Um desenho feito há 195 anos mostra os especialistas da época deslumbrados com árvores de grande porte, lagoas temporárias, pássaros em abundância. Ou seja, uma enorme biodiversidade, que hoje não existe mais.
Menos de dois
séculos depois, restam apenas 4% da vegetação das margens do Rio São Francisco.
Desprovidas de cobertura verde, elas sofrem mais com a erosão, que assoreia o
rio em ritmo acelerado. Os solos apresentam altos índices de salinização e os
açudes ficam com a água salobra. Aumentam as áreas de desertificação. O Velho
Chico está praticamente inviável como hidrovia. Espécies foram extintas e
ecossistemas estão profundamente alterados.
Diante da expectativa da "extinção inexorável do Rio São Francisco", o livro ressalta a importância de gerar conhecimento científico. Não apenas os pesquisadores precisam se debruçar mais sobre o bioma como também o senso comum criado sobre a Caatinga a empobrece. Por isso o título do livro optou por "Caatingas", no plural, chamando a atenção para sua enorme diversidade.
- O processo que levará ao fim do Rio São Francisco não começou hoje. Basta olhar a ilustração para ver o que aconteceu em tão pouco tempo, menos de 200 anos. A imagem nos mostra um bioma surpreendente: o tamanho das árvores, a diversidade de animais, a exuberância - ressalta Siqueira. -Observamos que ocorre um efeito em cascata. Tanto que, se algo não for feito agora, de forma veemente, o impacto do aquecimento global na Caatinga, que é o local mais ameaçado pelas mudanças climáticas, será dramático.
Exclusividade do Brasil.
Diante da expectativa da "extinção inexorável do Rio São Francisco", o livro ressalta a importância de gerar conhecimento científico. Não apenas os pesquisadores precisam se debruçar mais sobre o bioma como também o senso comum criado sobre a Caatinga a empobrece. Por isso o título do livro optou por "Caatingas", no plural, chamando a atenção para sua enorme diversidade.
- O processo que levará ao fim do Rio São Francisco não começou hoje. Basta olhar a ilustração para ver o que aconteceu em tão pouco tempo, menos de 200 anos. A imagem nos mostra um bioma surpreendente: o tamanho das árvores, a diversidade de animais, a exuberância - ressalta Siqueira. -Observamos que ocorre um efeito em cascata. Tanto que, se algo não for feito agora, de forma veemente, o impacto do aquecimento global na Caatinga, que é o local mais ameaçado pelas mudanças climáticas, será dramático.
Exclusividade do Brasil.
Difundir o
conhecimento gerado durante as expedições é um dos principais legados da
publicação. Ainda mais porque trata-se de uma temática brasileiríssima.
Aproveitando o jargão ambientalista, que chama de endêmica a espécie que só
existe numa determinada região, José Alves Siqueira diz que a Caatinga e o Rio
São Francisco são dois endemismos brasileiros. O bioma só ocorre no Brasil,
assim como o Velho Chico, que é o único corpo hídrico de grande porte que nasce
e deságua em território nacional. Além disso, entre as 1.031 espécies coletadas
- a partir de 5.751 amostras -, 136 (13,2%) são restritas à Caatinga. Além
disso, 25 espécies cuja ocorrência não era conhecida no Nordeste foram
encontradas. Situação semelhante ocorreu com 164 plantas, nunca antes observadas
na Caatinga. Mas a cereja do bolo é uma nova espécie coletada por
pesquisadores, que ainda estão trabalhando com as informações obtidas em campo
para publicar, até o final do ano, a descrição da planta em uma revista
especializada.
- A espécie
mais próxima desta é do Charco, na Argentina e Paraguai. Isso mostra uma
relação entre Caatinga com aquele bioma, são ecossistemas incríveis - ressalta
Siqueira. - Este é um dos resultados fabulosos do trabalho, mostra mais uma vez
que a Caatinga não é pobre, homogênea nem o patinho feio dos biomas.
No último
capítulo, "A flora das Caatingas", assinado por 78 especialistas de
40 instituições, diversas universidades, entre elas UFRJ e USP, jardins
botânicos, Embrapa e até o Museu de História Natural de Viena, detalha métodos
de pesquisa e apresenta uma lista florística com as 1.031 espécies. Também é
possível ver informações na internet, na página www.hvasf.univasf.edu.br/livro.
Os pesquisadores ressaltam, ainda, que ainda há muito para se descobrir sobre a flora das Caatingas. As plantas desenvolvem mecanismos de adaptação que são ignoradas pela ciência. Sendo assim, os autores do livro destacam que são necessários esforço e dedicação para que o estágio do diagnóstico da diversidade biológica seja superado pelos estudos voltados para as práticas de conservação. Nesta direção, a Univasf criou o Centro de Referência para a Restauração de Áreas Degradadas.
Os pesquisadores ressaltam, ainda, que ainda há muito para se descobrir sobre a flora das Caatingas. As plantas desenvolvem mecanismos de adaptação que são ignoradas pela ciência. Sendo assim, os autores do livro destacam que são necessários esforço e dedicação para que o estágio do diagnóstico da diversidade biológica seja superado pelos estudos voltados para as práticas de conservação. Nesta direção, a Univasf criou o Centro de Referência para a Restauração de Áreas Degradadas.
Recuperar a
Caatinga é uma tarefa árdua, requer conhecimento científico específico. Isso
reforça a importância de manter áreas nobres ainda intocadas. A equação é
simples: é muito mais fácil e barato manter a floresta em pé do que tentar
reflorestar uma região degradada. Por outro lado, sem o rigor acadêmico,
empresas que são obrigadas a replantar em determinadas áreas acabam fazendo as
escolhas erradas, como colocar grama de crescimento rápido e impacto visual,
mas inadequada para o meio ambiente.
Formatar um conhecimento consolidado de como recuperar a Caatinga deverá ser um trabalho para pesquisadores durante os próximos 30 anos. Um capítulo inteiro é dedicado ao assunto: "Restauração ecológica da Caatinga: desafios e oportunidades", assinado por Felipe Pimentel Lopes de Melo, do Departamento de Botânica da Universidade Federal de Pernambuco; Fabiana de Arantes Basso, do Centro de Referência para Recuperação de Áreas Degradadas da Caatinga, da Univasf; e Siqueira. Os autores expressam a urgência de melhorar a relação do homem com o meio ambiente. É fundamental superar a tensão entre a conservação dos recursos naturais com a crescente demanda por matéria-prima, como lenha, carvão, água e energia. Em geral, as soluções imediatistas e sem planejamento trazem enormes prejuízos econômicos, sociais e ambientais: os três pilares da sustentabilidade.
O livro também pode ser lido como uma exaltação ao bioma, incluindo a chamada cultura 'caatingueira' e a alma sertaneja, que não são deixadas de fora da edição. No segundo capítulo, ("Viajantes naturalistas no Rio São Francisco"), considerado pelo organizador do livro como o mais poético, Lorelai Brilhante Kury, especialista da Fundação Oswaldo Cruz e da UERJ, faz um resgate histórico e cultural das transformações ambientais.
As agressões ao Velho Chico são históricas. O rio serviu com via de ocupação da região. Ricos e pobres usam os recursos naturais como se fossem infinitos. Entre Petrolina e Juazeiro, casas que valem cerca de R$ 500 mil contam com equipamentos sofisticados, segurança de primeiro padrão e móveis caríssimos, mas a estrutura sanitária é arcaica, contamina o lençol freático e o rio. Lanchas e motos náuticas geram ruído e afugentam peixes. Quase não se vê reaproveitamento de água ou o uso de fontes energéticas renováveis.
- A principal contribuição do livro é chamar a atenção para a Caatinga. É o único bioma exclusivo do Brasil, porém o menos conhecido. Seu personagem mais famoso é o Rio São Francisco, que serviu de mote para o estudo de conservação da Caatinga - frisa Felipe Melo, professor de ecologia da Universidade Federal de Pernambuco e um dos pesquisadores envolvidos na coleta de informações que constam do livro.
Formatar um conhecimento consolidado de como recuperar a Caatinga deverá ser um trabalho para pesquisadores durante os próximos 30 anos. Um capítulo inteiro é dedicado ao assunto: "Restauração ecológica da Caatinga: desafios e oportunidades", assinado por Felipe Pimentel Lopes de Melo, do Departamento de Botânica da Universidade Federal de Pernambuco; Fabiana de Arantes Basso, do Centro de Referência para Recuperação de Áreas Degradadas da Caatinga, da Univasf; e Siqueira. Os autores expressam a urgência de melhorar a relação do homem com o meio ambiente. É fundamental superar a tensão entre a conservação dos recursos naturais com a crescente demanda por matéria-prima, como lenha, carvão, água e energia. Em geral, as soluções imediatistas e sem planejamento trazem enormes prejuízos econômicos, sociais e ambientais: os três pilares da sustentabilidade.
O livro também pode ser lido como uma exaltação ao bioma, incluindo a chamada cultura 'caatingueira' e a alma sertaneja, que não são deixadas de fora da edição. No segundo capítulo, ("Viajantes naturalistas no Rio São Francisco"), considerado pelo organizador do livro como o mais poético, Lorelai Brilhante Kury, especialista da Fundação Oswaldo Cruz e da UERJ, faz um resgate histórico e cultural das transformações ambientais.
As agressões ao Velho Chico são históricas. O rio serviu com via de ocupação da região. Ricos e pobres usam os recursos naturais como se fossem infinitos. Entre Petrolina e Juazeiro, casas que valem cerca de R$ 500 mil contam com equipamentos sofisticados, segurança de primeiro padrão e móveis caríssimos, mas a estrutura sanitária é arcaica, contamina o lençol freático e o rio. Lanchas e motos náuticas geram ruído e afugentam peixes. Quase não se vê reaproveitamento de água ou o uso de fontes energéticas renováveis.
- A principal contribuição do livro é chamar a atenção para a Caatinga. É o único bioma exclusivo do Brasil, porém o menos conhecido. Seu personagem mais famoso é o Rio São Francisco, que serviu de mote para o estudo de conservação da Caatinga - frisa Felipe Melo, professor de ecologia da Universidade Federal de Pernambuco e um dos pesquisadores envolvidos na coleta de informações que constam do livro.
Mais do que
apontar problemas, os pesquisadores defendem a adoção de práticas sustentáveis.
No final de cada capítulo, eles apresentam medidas que poderiam mitigar
impactos social, ambiental e também econômico. Além disso, há preocupação com a
difusão das informações geradas. O Jardim Botânico do Rio de Janeiro, por
exemplo, também recebe parte do material coletado pelos cientistas. A
instituição carioca poderá montar uma estufa dedicada às plantas da Caatinga.
- É um desafio
para a sociedade garantir desenvolvimento econômico com sustentabilidade. Vamos
fazer outra Sobradinho? Não. As cidades que ficaram debaixo d'água por causa
dos represamentos do Rio São Francisco perderam histórias, vidas, sítios
arqueológicos inteiros - argumenta José Alves Siqueira. - Em síntese, posso
dizer que o caminho a ser seguido para viabilidade do São Francisco como modelo
de desenvolvimento para outras regiões é a base científica sólida. Investir em
recursos humanos, aporte de recursos financeiros para ciência, tecnologia e
educação básica.
Os diagnósticos
apresentados no livro, porém, têm prazo de validade. Os autores afirmam que são
necessárias intervenções imediatas pra tentar mudar em escala regional o
cenário de degradação. Além disso, sobram críticas em relação às discussões que
envolvem o novo código florestal. O organizador do livro sustenta que já há
conhecimento científico sólido em relação à necessidade mínima de 30 metros de
vegetação nas margens dos rios para a proteção da qualidade da água,
estabilização de encostas e prevenção a enchentes.
Dinheiro não falta. Pelo contrário. Só as obras de transposição de águas, originariamente orçadas em R$ 4,5 bilhões, deverão consumir cerca de R$ 10 bilhões. São recursos federais que prometem melhorar a qualidade de vida na região. Não é o primeiro grande investimento público da Caatinga. Porém, analisando a história, pesquisadores não encontraram relação direta entre o gasto e o bem-estar para a população.
Dinheiro não falta. Pelo contrário. Só as obras de transposição de águas, originariamente orçadas em R$ 4,5 bilhões, deverão consumir cerca de R$ 10 bilhões. São recursos federais que prometem melhorar a qualidade de vida na região. Não é o primeiro grande investimento público da Caatinga. Porém, analisando a história, pesquisadores não encontraram relação direta entre o gasto e o bem-estar para a população.
Para quebrar a
ideia de que o setor público não consegue fazer trabalhos de qualidade, os
pesquisadores se esforçam para multiplicar o legado dos programas ambientais,
previstos nos investimentos que mudarão o curso de parte das águas do Rio São
Francisco.
Desde 2008,
quando o dinheiro começou a ser repassado para a universidade, foram criados o
Centro de Referência da Caatinga e novos laboratórios. A equipe conta com dez
picapes com tração nas quatro rodas para percorrer a região durante o
monitoramento da vegetação.
O trabalho de
formação de alunos se volta para o bioma local. Por exemplo, havia uma
dificuldade em achar veterinários que conhecessem os animais do bioma, como o
veado catingueiro. Até então, grande parte dos alunos da universidade só
entendia de cachorro e de gato.
- A obra (de transposição da água do Rio São Francisco) acaba nos proporcionando os meios para uma formação mais qualificada dentro da universidade. A demanda é grande, falta gente especializada para trabalhar para nossa equipe. Contratamos pessoas do Brasil inteiro - diz Siqueira. - A chave é procurar entender as especificidades do bioma Caatinga, que, muitas vezes, chega a passar dez meses na seca. Precisamos entender as adaptações da fauna e flora, assim como a cultura.
Fonte: Agência O Globo/Yahoo.
- A obra (de transposição da água do Rio São Francisco) acaba nos proporcionando os meios para uma formação mais qualificada dentro da universidade. A demanda é grande, falta gente especializada para trabalhar para nossa equipe. Contratamos pessoas do Brasil inteiro - diz Siqueira. - A chave é procurar entender as especificidades do bioma Caatinga, que, muitas vezes, chega a passar dez meses na seca. Precisamos entender as adaptações da fauna e flora, assim como a cultura.
Fonte: Agência O Globo/Yahoo.
Imagem antiga de Martius e Spix
olhando uma das margens do Rio São Francisco pintada por um dos desenhistas que
acompanhavam a missão (expedição) destes naturalistas europeus no Nordeste Brasileiro.
sábado, 27 de outubro de 2012
SISTEMAS AGROFLORESTAIS - A PRODUÇÃO AGROPECUÁRIA QUE O NORDESTE DEVERIA PRODUZIR E REPRODUZIR EM LARGA ESCALA...
De acordo com a natureza de seus componentes, existem as
seguintes modalidades de Sistemas de Produção Agroflorestais:
1- Agrossilvipastoril: Sistema que
utiliza o consórcio entre a produção agrícola, florestal e pastoril;
2- Agropastoril: Sistema que usa o
consórcio entre a produção agrícola e pastoril;
3- Silvipastoril: Sistema que
utiliza o consórcio entre a produção florestal e pastoril;
4- Agroflorestal
(Agrossilvicultura): Sistema que usa o consórcio entre a produção agrícola e
florestal.
EXEMPLOS DE SISTEMAS AGROFLORESTAIS:
1) INTEGRAÇÃO
DE PRODUÇÃO ENTRE PEIXES, ESPÉCIE FLORESTAL, CAPRINOS E OVINOS
(SILVIPASTORIL)
2) INTEGRAÇÃO DE PRODUÇÃO ENTRE ESPÉCIES FLORESTAIS E AGRÍCOLAS
(AGROSSILVICULTURA)
AÇÕES DE CONVIVÊNCIA COM A SECA-3 (SEGURANÇA HÍDRICA-A)
CISTERNAS DE PLACAS
São as famosas cisternas de
captação de água de chuva feitas no pé da casa, que recolhem a água dos
telhados, conduzindo-a diretamente para o reservatório, sem deixá-la cair no
chão. Têm a nobre finalidade de oferecer água de qualidade para o consumo
humano. Hermeticamente fechadas, não permitem a entrada da luz; assim, também
não permitem a multiplicação de algas e outros elementos vivos. A água fica
preservada. É feita de placas de argamassa construídas cerca de dois dias antes
da montagem. Dois terços da cisterna ficam enterrados no chão, o que ajuda a
compensar a pressão interna da água, dando estabilidade às paredes.
BOMBA ROSÁRIO
Esta
estrutura deve ser montada sobre uma cisterna ou outro tipo de reservatório.
1 - Pegue três caibros e finque-os no solo ao
redor do reservatório, deixando-os inclinados para formar uma pirâmide. Fixe no
meio deles, na posição vertical, o pedaço de madeira de cinco metros que
servirá de base ao equipamento. Com um prego e um parafuso, coloque uma roldana
na extremidade inferior desta ripa, que deverá estar sempre imersa na fonte de
água para que a bomba funcione.
2 - A meio
metro acima desta roldana e a dez centímetros de distância da madeira, coloque
uma das rodas pequenas. Para isso, faça pedaços em forma de "L" com o
caibro que restou e pregue-os, de um lado à base da madeira e de outro ao
centro da roda. Para colocar a outra roda pequena repita a operação, colocando
a uma distância de um metro da primeira.
3 - Retire
a roda da frente da bicicleta. Com auxílio de parafusos, fixe o garfo do
veículo à estaca de madeira de dois metros, que deve ser fincada ao solo para
dar sustentação e estabilidade.
4 - Pregue
no eixo traseiro da bicicleta um pedaço de caibro e fixe-o à madeira de cinco
metros. O pneu ficará encaixado entre as rodas pequenas, a uma distância de dez
centímetros de cada uma e também da base da madeira.
5 - Na
extremidade superior da madeira de cinco metros, prenda verticalmente com
parafusos e uma haste de metal a roda que foi retirada da bicicleta, deixando-a
girar livremente. A 50 centímetros abaixo de seu eixo, fixe horizontalmente na
madeira outra haste metálica com uma roldana presa em cada lado.
6 - Prenda
o pedaço de cano de 40 milímetros de espessura e três metros de comprimento à
madeira utilizando arame. Deixe-o sempre imerso na água. Coloque o tubo entre
uma das roldanas fixadas na parte de cima e a roda pequena superior.
7 - Fixe o
cano de 4,5 metros entre a outra roldana superior e a que está fixada na parte
inferior da madeira de cinco metros. Deixe este tubo a uma distância máxima de
20 centímetros da base. Coloque na extremidade superior deste cano o T,
encaixando na saída vertical desta peça 1/2 metro de cano de 75 milímetros. No
lado horizontal do T, fixe a curva de 75 milímetros, que ficará presa ao tubo
de PVC de 150 milímetros por meio da redução excêntrica. Vede o final deste
cano com massa epóxi para evitar que a água vaze. Faça um orifício de 1/2
polegada a dez centímetros da base deste cano vedado. Fixe uma torneira neste
buraco com a ajuda de uma chula de 1/2 polegada. Prenda à torneira uma
mangueira de 1/2 polegada para transportar a água até o local desejado.
Como fazer o rosário
Faça 60 círculos de 2,5
centímetros de diâmetro cada utilizando as chinelas velhas ou outro material de
borracha. Fure o centro de todas elas e passe a corda de seda, dando um nó
entre cada rodinha e deixando um espaço de 30 centímetros entre elas.
Para encaixar o rosário à bomba, passe uma ponta da
corda de seda por baixo da roldana inferior e pela parte de dentro da roda
pequena inferior. Em seguida, passe-a pelo lado de fora da roda grande e depois
por dentro da roda pequena superior, como se fosse um ziguezague. Feito isso, o
rosário passa por dentro do cano de 40 milímetros de três metros e também no
interior da roldana que está na ponta do tubo até percorrer o exterior do pneu
superior. A corda segue o caminho, passando por dentro da segunda roldana
horizontal e do cano de 75 milímetros até descer pelo tubo de 40 milímetros de
4,5 metros e encontrar sua outra ponta. Amarre bem para deixar o rosário
esticado.
IRRIGAÇÃO DE BAIXO CUSTO
A irrigação de salvação –
onde se aproveita a água de barreiros, açudes ou poço amazonas, durante o
inverno para irrigar as lavouras sem prejudicar o abastecimento humano e
animal; Irrigação por gotejamento – onde a água é para todas as plantas,
utilizando-a racionalmente, de forma que as raízes das plantas ficam sempre
úmidas, além de se evitar o desperdício, podendo ser feita até por garrafas
pet.
BARRAGEM SUBTERRÂNEA
Barragem subterrânea: numa baixada levemente inclinada, de solo fértil, se
cava uma valeta em formato semicircular ou reto. O comprimento pode ser 100
metros ou mais, dependendo da largura da baixada. Precisa cavar até encontrar a
camada de rocha impermeável (firmamento), às vezes numa profundidade de um
metro, mas normalmente um pouco mais de dois metros. À partir do fundo rochoso,
a parede de terra é revestida de lona plástica e chumbada no chão com cimento e
a valeta novamente enchida. O coroamento da valeta, uma pequena barragem de
terra, serve para reter os resíduos trazidos pela água, como terra e restos
orgânicos, para formar assim uma nova camada de solo. A água querendo se
deslocar lateralmente pela gravidade, é retida pela folha de plástico e forma
assim um lençol freático alto, artificial, do qual as raízes das plantas podem
se suprir das suas necessidades de água.
domingo, 21 de outubro de 2012
AÇÕES DE CONVIVÊNCIA COM A SECA-2 (SEGURANÇA E SOBERANIA ALIMENTAR E NUTRICIONAL-A)
No convívio com a seca três eixos são
importantes observar: segurança alimentar e nutricional, segurança hídrica e
organização socioeconômica. Como vimos, anteriormente, foram dadas algumas
dicas de organização socioeconômica e de segurança alimentar e nutricional.
Agora vamos ver algumas dicas de
segurança alimentar e nutricional a respeito do preparo e conservação dos alimentos para os animais
antes da seca chegar.
Fonte: EMBRAPA
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